Basílica Menor de Santo Antônio do Embaré
Ordem dos Frades Menores Capuchinhos
Tel.: (13) 3227-5977 • +55 13 99118-0719 • sec.paroquial@bsaembare.com.br
Secretaria: Segunda a Sexta: 8:00-11:30 / 13:00-16:30 • Sábado 8:00-11:30
Diocese de Santos
O Treze de Junho é sempre uma data marcada pela fé, devoção e alegria para a comunidade do Embaré. Este ano não foi diferente e o Dia de Santo Antônio atraiu multidão de devotos à Basílica para as celebrações. O movimento começou com a trezena de preparação e só cresceu até a grande festa do padroeiro.
Desde cedo, voluntários já estavam reunidos na Basílica, colaborando, com amor e entusiasmo, para que tudo acontecesse da melhor forma possível. Atuaram na distribuição dos tradicionais pães de Santo Antônio, na venda e entrega do bolo do padroeiro, na loja de artigos religiosos, na quermesse e em toda a organização das celebrações litúrgicas.
As missas começaram às 7 horas e, ao longo de todo o dia, foram celebradas a cada duas horas, sempre com a expressiva participação dos devotos, que lotaram a Basílica para render graças e homenagens ao Santo.
O ponto alto das celebrações aconteceu às 17 horas, com a Missa Solene, que reuniu uma multidão de fiéis em um momento de profunda oração e agradecimento. Essa celebração foi presidida pelo pároco e reitor da Basílica, frei José Edison Biazio. Em sua homilia, assim destacou a importância de Santo Antônio para a Igreja e para a vida dos cristãos: “Celebramos hoje, com grande alegria e fervor espiritual, a festa do nosso amado padroeiro Santo Antônio, homem da Palavra, doutor insigne e pai dos pobres. Ele não apenas pregou o Evangelho com eficácia, mas transformou sua própria vida em um sermão vivo. Nas pegadas de sua herança teológica, debruçamo-nos sobre as leituras da liturgia de hoje, iluminados pela riqueza e pela perspectiva dos próprios sermões de Santo Antônio”.
Frei Edison afirmou que Santo Antônio dedicou sua vida aos atribulados e marginalizados de seu tempo. Ele ensinava que o lamaçal do pecado e das angústias humanas só pode ser superado pela paciência e pela confiança absoluta na misericórdia de Deus. Para Santo Antônio, o louvor a Deus somente é autêntico quando brota de um coração humilde, que reconhece a própria pequenez. O “cântico novo” que Deus coloca em nossos lábios se manifesta na conversão diária e no cuidado concreto com os mais necessitados, com a família, com a sociedade e com a Igreja da qual fazemos parte.
A prática sincera da caridade e a observância dos mandamentos são sinais da verdadeira vida cristã. Santo Antônio, que recebeu de Deus o extraordinário dom da pregação e dos milagres, afirmava em seus sermões que os dons não pertencem ao indivíduo, mas devem estar a serviço da comunidade, da Igreja, da sociedade e da família. Ele exortava os poderosos e os ricos de sua época a não reterem egoisticamente os bens temporais e espirituais. Para Santo Antônio, a caridade prática é o termômetro da maturidade cristã. Ele dizia: “Cessem as palavras e falem as obras”. Diante disso, o pároco explicou que não podemos ser crianças vacilantes na fé, mas adultos espirituais, unidos pela paz, pelo serviço mútuo, pela fraternidade, pela justiça e pela misericórdia.
Frei Edison lembrou ainda que Santo Antônio foi um grande exemplo no anúncio do Evangelho. Percorreu as estradas da Itália e da França proclamando a Boa-Nova e deixando um legado missionário que continua inspirando os cristãos de hoje.
“O nosso padroeiro Santo Antônio ensinava que os milagres visíveis descritos no Evangelho, como expulsar demônios e curar enfermos, devem acontecer espiritualmente em nossas vidas quando temos um coração sincero e obediente aos mandamentos e à vontade de Deus. Se queremos honrar Santo Antônio, seus ensinamentos e sua devoção, precisamos amar as Escrituras como ele amou, partilhar o pão com os famintos como ele partilhou e anunciar Jesus com coragem, começando em nossa família, na sociedade e na Igreja”, prosseguiu.
Ao final de sua reflexão, pediu a intercessão de Santo Antônio para que o Senhor livre os corações de toda incredulidade, renove em todos a sabedoria divina e envie seus fiéis como testemunhas vivas do amor de Deus. Destacou ainda que os devotos são chamados não apenas a admirar o que Santo Antônio fez, mas também a viver como ele viveu e como Jesus ensinou, deixando-se conduzir pela ação do Espírito Santo para construir uma sociedade mais justa e fraterna.
O sacerdote recordou que, em um mundo marcado pela guerra, pelo egoísmo e pela violência, os cristãos são chamados a ser apóstolos da verdade, da fraternidade e do amor. E para encerrar, exortou os fiéis a terem confiança e coragem para erguer a voz, assim como Cristo e Santo Antônio o fizeram diante de tudo aquilo que fere a dignidade humana e ameaça a vida.
“Que o Espírito Santo de Deus nos conceda esta graça e que Santo Antônio rogue por nós, interceda por todos aqui presentes e por aqueles que passaram por esta Basílica para louvar, bendizer e agradecer. Que possamos ter um coração manso e humilde, semelhante ao coração de Jesus, e assumir nossa missão de batizados, assim como Santo Antônio assumiu a sua, construindo o Reino de Deus entre nós”, concluiu.
Após a celebração, os devotos saíram em procissão pelas ruas do bairro do Embaré, acompanhando a imagem de Santo Antônio e testemunhando publicamente sua fé, em forte demonstração de amor, gratidão e devoção ao padroeiro da comunidade.