Basílica Menor de Santo Antônio do Embaré
Ordem dos Frades Menores Capuchinhos
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Diocese de Santos
Com alegria, os irmãos da Ordem Franciscana Secular e a Comunidade do Embaré se uniram para celebrar a vida de Santa Clara de Assis. A homenagem resgatou a profunda fé, a coragem em seguir a Cristo e o exemplo de pobreza, oração e humildade da santa.
Em sua homilia, o presidente da celebração, o pároco e reitor Frei Paulo Henrique Romêro, destacou que Clara dedicou sua vida a seguir o "Cristo pobre e crucificado". Ele a descreveu como um "sinal de pureza, simplicidade e total confiança na providência divina, mas também de força e determinação da fé".
Segundo o pároco, Clara foi profundamente tocada pelo testemunho de São Francisco de Assis e pela pregação sobre a radicalidade do Evangelho. Em 1212, na noite do Domingo de Ramos, ela fugiu de casa e foi recebida por Francisco na Porciúncula, onde renunciou publicamente à riqueza, vestiu um hábito simples e cortou os cabelos em sinal de consagração. Tempos depois, fundou o Mosteiro de São Damião, vivendo lá até sua morte e guiando a comunidade das "Damas Pobres", que mais tarde seriam conhecidas como Clarissas.
Frei Paulo ressaltou que a vida de Clara foi marcada por três pilares: a pobreza evangélica radical, o fervor pela Eucaristia e o amor incondicional a Cristo e a Igreja. Mesmo enclausurada, ela "irradiou luz e esperança", vivendo a alegria de uma vida simples e em profunda comunhão com a humanidade por meio da oração.
O sacerdote lembrou ainda a coragem de Santa Clara, mesmo com a fragilidade física. Ele contou o episódio em que, durante a invasão de soldados sarracenos, ela tomou o ostensório com o Santíssimo Sacramento e, rezando com confiança, fez com que os soldados se afastassem pela força da fé, e não das armas.
Ao concluir a homilia, o frei comparou a fé de Clara com a de Jesus, explicando que permanecer em Jesus significa guardar Seus mandamentos, principalmente o do amor. "Que, a exemplo de Santa Clara, possamos nos despojarmos do que nos afasta de Deus e abraçarmos nossa fragilidade com humildade e, em profunda união com Cristo, sermos instrumentos da Sua luz e do Seu amor no mundo de hoje”, finalizou.