Basílica Menor de Santo Antônio do Embaré
Ordem dos Frades Menores Capuchinhos
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Diocese de Santos
A Sexta-Feira Santa é um dia dedicado ao silêncio e à profunda reflexão cristã. Nela, recordamos a crucificação e a morte de Jesus Cristo, sendo também um momento de jejum e abstinência.
A Comunidade do Embaré iniciou este dia com a Adoração ao Santíssimo Sacramento. Pastorais, comunidades e fiéis se revezaram ao longo da manhã e início da tarde, em momentos de oração e cânticos a Jesus Cristo Sacramentado.
A Celebração da Paixão do Senhor foi presidida por Frei Alonso Pires que, em sua homilia, destacou que a Sexta-Feira Santa é um dia de contemplação do amor supremo de Jesus. Não se trata de um dia de lamentação, mas de solidariedade com Cristo, reconhecendo a Paixão como a maior expressão do amor de Deus.
O frei recordou que a cruz simboliza o amor de Jesus pela humanidade e sua fidelidade ao Pai. Jesus, o “Servo Sofredor”, carregou nossas dores e pecados, e sua morte revela o amor ilimitado de Deus.
“A morte de Jesus foi consequência de sua fidelidade e de sua opção pela verdade. Ele se ofereceu em sacrifício pela humanidade, sem vingança. Jesus é o nosso mediador, pois compreende nossas fraquezas humanas”, ressaltou.
E acrescentou: “Jesus continua morrendo nas vítimas do egoísmo e das estruturas injustas. Sua ressurreição triunfará sobre a violência e a morte, mas temos o compromisso com a solidariedade e a renúncia ao egoísmo”.
Antes de concluir a homilia, Frei Alonso rezou com a assembleia a oração de São Francisco de Assis:
“Nós vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo, aqui e em todas as vossas igrejas que estão no mundo inteiro, e vos bendizemos, porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.”
Após a homilia, foi realizada a Adoração da Cruz, rito central da Celebração da Paixão do Senhor. Em procissão, os fiéis veneraram o crucifixo como gesto de amor e gratidão pelo sacrifício de Jesus.
Via-Sacra
Ao término da celebração, foi realizada a Via-Sacra no interior da Basílica. Os fiéis rezaram as 14 estações da Paixão de Cristo, meditando, a cada passo, o amor e o sacrifício de nosso Salvador.
Sermão das Sete Palavras
Em seguida, na praça em frente à Basílica, Frei Edison conduziu a meditação das sete palavras pronunciadas por Jesus antes de sua morte.
As frases, narradas nos Evangelhos, são:
1- “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23,34)
2- “Em verdade te digo: hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23,43)
3- “Mulher, eis o teu filho. [...] Eis a tua mãe” (Jo 19,26-27)
4- “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” (Mc 15,34)
5- “Tenho sede” (Jo 19,28)
6- “Tudo está consumado” (Jo 19,30)
7- “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23,46)
Essas palavras sintetizam a vida e a missão de Jesus. Em cada uma delas se revela sua identidade e seu amor infinito. Expressam também seu desejo mais profundo: o amor e o perdão. Jesus se entrega totalmente e volta-se inteiramente aos outros.
Procissão do Senhor Morto
Após a meditação, as imagens do Senhor Morto e de Nossa Senhora das Dores foram levadas em procissão, seguida pela comunidade que rezava e entoava cânticos ao longo do percurso.
Ao retornarem à Basílica, os fiéis se emocionaram com o canto da Verônica. Após a oração do Pai-Nosso e da Salve-Rainha, Frei Edison concedeu a bênção final.