OUTUBRO: VIDA DA FRATERNIDADE MISSIONÁRIA NA BASÍLICA


Na Basílica do Embaré, com tantas pastorais, cultivamos a devoção à Nossa Senhora e Santo Antônio. Buscamos, com fé, viver a alegria do Evangelho. Sonhamos uma Basílica a serviço da vida dos mais carentes e necessitados e queremos ser atores da paz e do bem. Juntos, num só desejo e numa só voz, cantar: “Quero uma Igreja solidária, servidora e missionária, que anuncia e sabe ouvir. A lutar por dignidade, por justiça e igualdade, pois “EU VIM PARA SERVIR”. (Mc 10,45).

Neste mês missionário e “enquanto perdurarem nossos dias”, precisamos de “gente que cure feridas, que saiba escutar, acolher, visitar”. Queremos uma “Igreja em constante saída, de portas abertas, sem medo de amar”! ( Hino ,CF 2015)

Insistentemente o Papa Francisco nos pede conversão pastoral: sair da própria inércia e comodidade e da nossa área de conforto. Resolver a nossa comodidade e inércia de estar sempre fazendo a mesma coisa, naquela tentação que o Papa Francisco nos adverte: “aqui sempre fizemos assim e sempre foi assim!” Como São Gregório Magno confesso: “Eu não nego ser culpado, conheço minha inércia e negligência”!

Diante disso, é urgente renovar as nossas pastorais e toda nossa prática eclesial. O Papa nos pede conversão para sermos discípulos missionários autênticos no serviço aos pobres e aos excluídos nas periferias existenciais.

Como não nos é fácil romper com a inércia e comodidade, o Papa Francisco insiste em sermos ousados e criativos. Duas ações que pessoalmente gosto muito: ousadia e criatividade. Sejamos ousados e criativos nas nossas atividades litúrgicas, catequéticas, pastorais, missionárias e nos nossos relacionamentos pessoais.

Somos ”como discípulos missionários, verdadeiros sujeitos eclesiais: somos parte ativa e criativa na elaboração e na execução das atividades pastorais. Cada um dos batizados, independentemente da própria função na Igreja e do grau de instrução da sua fé, é um sujeito ativo de evangelização” (Doc de Aparecida 120). Cada um de nós, na simplicidade do dia a dia, é responsável por ir ao encontro do outro, ouvi-lo e acolhê-lo. Nossa missão e nossa evangelização se fazem em saída, pelo contato pessoal e direto com as pessoas: “cultura do encontro e da proximidade”, como nos pede o Papa Francisco.

Para manter vivo o ardor missionário é necessária nossa filial devoção à Nossa Senhora, Mãe da Misericórdia, e uma decidida confiança no Espírito Santo. Não há maior liberdade do que a de se deixar conduzir pelo Espírito do Senhor, como fez Maria. Que Ele nos ilumine, nos guie, nos dirija e nos impulsione para onde bem quiser.

Por fim, mas sem terminar, porque precisamos sempre começar de novo, como nos pede São Francisco de Assis: “irmãos, vamos começar porque até agora pouco ou nada fizemos”. Assim, fica para nós o desafio de viver e apresentar com alegria a mensagem contrária à cultura que está aí, ou seja, a cultura do provisório, do descartável, da superficialidade, do consumismo e do conservadorismo. Este é o constante desafio para nos converter em discípulos missionários do Senhor, que nos conduz para um estilo de vida mais simples, mais livre, mais criativo, mais envolvente, mais solidário, mais fiel à verdade, à caridade e à misericórdia.

Se não nos quiserem ouvir, a exemplo de Santo Antônio, vamos pregar para os irmãos peixes.

Frei José Orlando Longarez OFMCap

 

recheio outubro

 

“Virgem e Mãe Maria, ajudai-nos a dizer o nosso “Sim” perante a urgência, mais imperiosa do que nunca, de fazer ressoar a Boa-Nova de Jesus.

Alcançai-nos agora um novo ardor missionário para levar a todos o Evangelho da vida que vence a morte.

Dai-nos a santa ousadia de buscar novos caminhos para que chegue a todos o dom da beleza que não se apaga.

Ajudai-nos a refulgir com o testemunho da comunhão, do serviço, da fé ardente e generosa e do amor aos pobres...”

(Papa Francisco)